Thursday, May 29, 2008

A caneta suicidou-se

Era uma vez uma caneta que se suicidou.
A caneta era azul e, diferente de todas as outras.
Ela era preguiçosa e só escrevia quando queria e quando lhe apetecesse.
Um dia, ela estava farta e disse bem alto para toda a gente a ouvir:
- Já quero escrever!!!
Mas como ninguém a ouvia, ela saiu do porta - lápis e sem pensar atirou-se abaixo da mesa e suicidou-se.
Posted by nuno at 15:24:10 | Permalink | No Comments »

Thursday, May 15, 2008

Poesia Lírica

Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjugaram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que para mim bastava amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente
 
Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa (a) que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De amor não vi senão breves enganos.
Oh! Quem não pudesse que fartasse
Este meu duro génio de vinganças!
                             Luís de Camões

Posted by nuno at 16:27:17 | Permalink | No Comments »